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Psicoterapia: por que mexer no que está funcionando?

  • Foto do escritor: Giovanna Mandarino
    Giovanna Mandarino
  • 24 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 12 de mar.



"Dentro deste local profundo, cada uma de nós mantém uma reserva incrível de criatividade e de poder, de emoções e de sentimentos que ainda não foram examinados e registrados". Audre Lorde, 2007


Iniciar o processo terapêutico quando já adulto pode ser incômodo ou até invasivo: por que um outro adulto saberia mais de mim do que eu mesmo? Ou então, se eu vivi até hoje sem precisar da terapia, por que ela seria tão necessária como todos falam?

Diferente do que, de fato, domina o discurso popular atualmente, discordo da fala de que todos precisam fazer terapia. A terapia, seja ela uma ideia particular ou indicada por outros à sua volta, deve iniciar-se sempre a partir de um desejo do sujeito. Ela pode, sim, levar a um desenvolvimento mesmo quando uma pessoa entra no processo com certo ceticismo, porém não deve ser colocada como uma necessidade básica do adulto funcional.

O processo terapêutico é, como qualquer atividade na vida adulta, uma escolha. Assim como podemos escolher ou não fazer exercícios, ir a festas e até trabalhar, também podemos escolher fazer a terapia- ou não. No entanto, assim como todas as outras opções, ambas escolhas são atravessadas por diversas questões. Quando um adulto decide, ao menos, pesquisar sobre a terapia, já está claro que existe minimamente a curiosidade sobre esse processo.

Assim, voltamos a questão de para que serve uma terapia para um adulto. É claro que em diversos casos encontramos dificuldades grandes quando adultos, somos atravessados por problemas de saúde ou familiares, adversidades no trabalho, etc. Outros chegam até a encontrarem diagnósticos de possíveis transtornos que não haviam anteriormente sido identificados. Em todos os casos, no entanto, existe uma máxima: foi possível chegar até a idade adulta lidando sozinho com eles. Então por que a Psicologia?

A terapia psicológica, via de regra, não entra como um espaço para aprender o passo a passo de como se viver ou sentir. Dentro da Esquizoanálise, ela aparece como um processo pautado na troca íntima entre sujeito e terapeuta, sempre guiada pelo sujeito que busca esse apoio. A proposta não é jogar fora a forma como você escolheu viver até hoje, mas sim reconhecer todas as potencialidades que você mesmo criou até aqui. A partir disso, com frequência, abrem-se outras ideias e propostas que, ainda de forma autônoma, você vai poder explorar e testar sentindo-se mais seguro.

Entrar em um processo de permitir-se conhecer mais a fundo não significa falar que você durante 20, 30 ou 40 anos não se conhecia de verdade. É apenas dar chance a explorar outras partes de si que, talvez, não tenham sido tocadas até o momento.



Ficou curioso com o processo? Vamos conversar!



 
 
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